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Edigar
Mão Branca é o nome de guerra de Edigar Evangelista
dos Anjos, brasileiro, cantador, poeta, radialista
e forrozeiro. Assumidamente um cabra de pé de
serra, de vaquejada e tirada de leite, Edigar
nasceu em 14 de janeiro de
1959, no Lodo das jegas região da Mata Fria
distrito de Macarani na Bahia.
Esse é o fi de seu Zupero e Dona Dalva
que aos 5 anos de idade já era espantalho
de passarim, nos brejos de arrois la na fazenda
de Moura.
Dava prá ver o brilho nos olhos quando ele ouvia
uma música no rádio de seu Iôiôzinho
o unico que possuia um aparelho de rádio
naquela região. - Depois pai comprou
um, era um Motoradio onde agente
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ouvia:
Zé Betio, Osvaldo Betio, Delmario é
o espetaculo dentre outros.
Era um encanto que tinha por aquela situação
festiva, pelos sanfoneiros, os cantadores, zabumbeiros,
triangueiros e reizeiros. Olhar aquilo tudo
sem medo, era sentir como se
fosse um deles, um cantador. Um menino amante
da vida, sonhando
com a música como se já soubesse que um dia
seria um forrozeiro, um poeta, um artista consagrado.
Esse universo de coisas simples, puras e verdadeiras
da cultura de nosso povo era o habitat de Edigar,
foi aí que ele se formou um ser humano vivente,
no dia a dia da terra de sua região, uma rotina
comum, porém cheia de significado
e, a sua alma de artista, captava a essência
da poesia escondida na riqueza daqueles dias
cheios de uma magia, um mistério que só ele
via.
Filho de família agricultora, veio para a cidade
Itapetinga pela primeira vez com apenas seis
anos de idade trazido por sua tia, Dona Zita,
que lhe conduziu à escola, da qual fugiu várias
vezes, pra brincar no campo, tomar banho de
rio, farras de ferra, festas de reisado, noitadas
de forró, caçadas de tatu, esperas de macuco,
mansas de brabos, etc. Lidas que hoje contribuem
para a autenticidade do que canta o violeiro
Edigar Mão Branca, nome-apelido que veio do
vitiligo das mãos, mas ao contrário de Michael
Jacson que aproveitou a doença para embranquecer
de vez, Edigar utilizou para assumir uma identidade
forte e original no meio artístico.
Foi por ai que o menino Edigar foi crescendo
e se tornando moleque travesso, depois rapaz,
depois homem e durante toda essa trajetória
foi se tornando cada vez mais artista.
Um dia, nos seus 14 anos participou de um concurso
de calouro promovido pela Mercearia Moderna
e seu serviço de alto falante que cobria
com suas bocas SEDANS boa parte do bairro Camacan
em Itapetinga, o apresentador era Valmir Silva
(Calça boca de sino, camisa de volta
ao mundo e o seu famoso kichute preto). Na verdade
ele só queria cantar no microfone, porque há
muito tempo ele só pensava nisso.
"m i c r o f o n e" e, não contou dois tempos,
correu, e foi cantar. (A música era do
finado Paulo Sérgio... Vou contar na
cidade onde eu nasci...) Um menino simples cantando
com toda alma uma música simples na frente de
um microfone "m a r a v i l h o s o", sem vergonha,
sem medo, sem timidez, não que ele tivesse essa
coragem toda, mas foi o microfone que apagou
a platéia e ele ficou sozinho com o seu mundo
e o seu mundo agradou, resultado, ele ganhou
o concurso, é claro. Pronto, foi a conta, poderia
se dizer que foi a última gota d’água do copo,
do resto dos seus dias.
A partir daí a vida tomou outro rumo a família
grande, a tia Zita, meu finado Tio Otavio, a
escola, a descoberta do som do violão comprado
escondido, e o menino rebelde, liberto de raízes,
curioso e dono de um talento raro. Do boi nas
parambeiras, das fofocas nas portas de venda,
das farinhadas, agora era só saudade
afogada no peão, na pipa, na ponga nos
caminhões, a roubada na lona do circo,
o jogo de gude, sem nunca esquecer o pé da serra,
a caça às capivaras, tatus, pacas, o badoque
de pereira que vovô fazia, a água correndo
rio abaixo, onde será que vai dar? Porque o
peixe não voa e o passarinho não nada? Porque
todo mundo não é feliz? Perguntas intrigantes
na cabeça de um menino musical.
Edigar estava enchendo o seu baú cultural, onde
a vida e o ar dos sertões se escondem, para
depois aparecerem bem vivos em sua poesia.
Essas memórias são o cimento de sua arte. Das
montanhas verdes do Lodo das Jegas pouco se
ouvia falar e poucos artistas cantavam no rádio
aquela lida que lhe causava tanta saudade. Mais
custou pouco e o destino acabou lhe conduzindo
ao encontro de mestres que lhe ajudaram a solidificar
a certeza de que aquele viver era realmente
belo e de se orgulhar sempre de tercido o que
foi. Os metres a quem se refere são tantos
que orgulham o Brasil epodemos citar alguns:
Elomar Figueira Melo, Luiz Gonzaga, Jackson
do Pandeiro, Dominguinhos e tantos outros.
No meio desse caminho Edigar conheceu o Rádio,
e atuou por dez anos na radiofonia, onde fez
de tudo. Este foi um capítulo à parte, e outra
vez o "m i c r o f o n e" lhe pregou uma peça.
No microfone do calouro ele cantava para uma
platéia, agora fala para uma região inteira,
e gera índices de audiência pelas ondas do rádio.
Foi paixão à primeira vista. Começou há muito
tempo e ainda hoje é sucesso, radialista famoso,
contador de trovas e causos, cantador de folia
e forró.
Primeiro o concurso de calouro depois o rádio
e no entremeio de tudo isso muita música, muita
musicalidade, muita inspiração e então o mundo
se abriu para sua passagem.
Edigar se torna Edigar Mão Branca. A sua mão
tornou-se sua marca. A mesma mão que toca o
violão, que pega na enxada, que segura o boi,
ao lado de sua performance nos palcos, formou-se
a sua imagem.
Sua fama começou a correr frouxo e logo surge
o seu 1º trabalho, que com a compreensão e colaboração
das pessoas que acreditaram no seu talento veio
a se concretizar. Composto de 04(quatro) canções
de sua autoria Mão Branca nos presenteia com
“Passagem para o Mundo”, um mundo de sonhos
e realizações.
O gosto pela carreira musical, começou quando
era apresentador de um programa de música nordestina
na rádio de sua cidade. “Tocava muito forró
e aí comecei a me interessar pelo ritmo, recorda”.Depois
vieram os convites informais
para cantar num arrasta-pé ali, outros acolá.
De repente, Mão Branca começou a ver cheiro
de forró em tudo que fazia.
Nasce então o seu 2º trabalho “Lambança”. Com
a cara e a coragem Mão Branca foi à luta do
seu jeito. Com seu disco independente à mão,
o artista saiu forrozando por aí, e construindo
uma trajetória bem peculiar.
“Da Terra Firme, Um Canto Forte”, é um LP composto
de canções que são verdadeiros gritos de alerta
em favor de tudo que é belo: a natureza, a paz
social, e a luta para que os políticos tenham
uma postura mais autêntica e verdadeira. Como
convidados especiais participam deste disco
outros menestréis já conhecidos, como Elomar
Figueira e Eugênio Avelino, o Xangai. Além de
interpretar suas próprias canções, Mão Branca
é um apreciado contador de “causos” e intérprete
de cantigas de outros cantadores. O espetáculo
Da Terra Firme Um Canto Forte é composto de
voz e violão, sobre o qual Elomar disse: Edigar
Mão Branca é um malungo e menestrel brilhante,
é mais um cavaleiro que ficará na história da
nossa música, porque não veio na onda de todos,
ditado pela moda, nem tão pouco a serviço do
rei."
A sublime missão de levar alegria ao nosso povo
rende ao cantador o reconhecimento e a gratidão
dos incontáveis amigos e admiradores que conseguiu
colher e prossegue colhendo em sua caminhada,
brota nesse momento o LP “Panavoeiro”.
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Mais
uma vez Edigar acerta na excelente escolha do
seu repertório. Colocando os contratempos na
gaveta, ele lança mais um LP independente “Fé
Lis”, e com certeza tem de saldo o orgulho de
uma carreira autônoma que se deslancha
a cada trabalho; e esse não poderia ser diferente.
Pois ele faz da labuta de todo dia o alimento
da sua veia artística.
“Comendo Festa”, mais um trabalho independente
que vem tentar reviver a tradição já quase extinta:
“O São João”.
Um álbum que valoriza os sanfoneiros, rezeiros,
cantadores e poetas da nossa região, pois com
certeza são eles os depositários do melhor de
nossas histórias.
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Em
sua contracapa Edigar expressa o que sente e
pensa: “Cada forma de expressão tem seu palco,
seu público e seu tempo próprio. E o bom e velho
São João decididamente não casa bem com milhares
de decibéis dos trios elétricos...
na outrora tão romântica e aconchegante noite
fria”.
Depois a grande inspiração, brotou do povo e
de sua alma simples adaptação e versos de sua
autoria na música Gabiraba que o Brasil inteiro
conhece.
Edigar Mão branca participou de movimentos estudantis,
recitais, grupos de teatro e fundou em São Paulo
grupos de música regional, ainda no final dos
anos 70. A sua experiência como trovador lhe
permitiu melhorar cada vez mais sua performance
no rádio, veículo no qual atuou durante muitos
anos e produziu uma série de programas, sempre
privilegiando as canções que falavam da alma
de seu povo.
O trabalho no rádio não o impediu de conduzir
sua carreira musical e logo ambos cresceram
e dez anos depois o fizeram, ter que escolher
entre os dois veículos, ele optou pelos dois.
“Todo profissional do ramo sabe que o Rádio
também é uma cachaça”, afirma nosso cantador.
E para não abandonar esse 'vício bom', ele produz
para várias emissoras de Rádio no período junino
o 'Programa Pisada Forrozeira', onde mostra
com mais detalhes o seu trabalho
e de outros cantores, buscando divulgar nossa
cultura e preservar a boa música.
Como forrozeiro, Edigar ampliou sua fama pelos
quatro cantos da Bahia e parte do Nordeste.
Fortaleceu o forró legítimo e o forró gonzagueiro,
que tem na vida e na língua do sertanejo nordestino
a sua principal fonte de inspiração. Edigar
Mão Branca traçou o caminho entre a poesia cantada
com voz e violão e aquela feita com triângulo,
sanfona e zabumba.
O moço de Macarani começa a garimpar o mineral
bruto da fonte popular, lapida-o com o seu talento,
extraindo a essência, e, por fim devolve-o em
diamantinas canções, desponta o seu 1º CD de
puro forró “De São João a São Pedro”. Com a
esperança de novas visões, ele esboça um futuro
grandioso. E esse Edigar daqui bem de perto
de nós prepara-se para ir longe e vai sem dúvida.
Ao longo dos anos, conquistou um público fiel
e solidário, que compra seus trabalhos desprovidos
do chamariz mercadológico. Nobre porta voz da
cultura da sua gente, aquinhoada pelo Criador
com dote peculiar, ele nos encanta
com o seu 2º CD “Fusaca”, onde se mostra mais
absorvido em realizar um trabalho autêntico
e de bom gosto do que simplesmente vender disco.
Poeta de mão cheia, caboclo dotado uma apreciável
inspiração, Mão Branca consegue fazer de sua
música um veículo de exteriorização dos sentimentos
que dormem latentes nos recônditos de cada um
de nós.
Em sintonia e com clima de festa, é lançado
o CD “Meninos” composto de 12 canções selecionadas
com critério. Neste trabalho Edigar convida
para sua festa um maior número de amigos, colocando
sob sua voz, em mais da metade
do disco, a lavra de outros nomes da música,
a exemplo do goiano-tocantinense Juraildes da
Cruz, que oferta a canção que titulariza o CD,
também obras como “Guardadim” do goiano (Pádua),
“Festejo de Beija-Flores” (Anchieta Dali), “Brasas”
(Miguel Marcondes/ Luís Homero), “Acalanto de
Um Cantador” (Rubinho do Vale/Weslei Pioest),
“Tatuzinha” (Abdias Campos), “Quando a Chuva
Cai” (José Candido/Enock Figueiredo), a excelente
parceria com Clayton, Marcelo e Reginaldo Belo
na obra “Coisa Bonita”. Ente outras traduzidas
em versos autorais como “Futuqueiro”, “Xote
Luar”, “Festeiro”, Mão Branca apresenta aqui
Sina Vaqueira, um retrato do cotidiano de muitos
filhos do nordeste, que desde menino aprendem
a labutar com gado, tendo, ele mesmo, sido um
desses, trazendo até hoje, em seu próprio corpo,
a marca da sua lida vaqueira. “... Me considero
feliz/Sou vaqueiro da poeira...”.
As entrevistas, opiniões e depoimentos de Edigar
Mão Branca trazem sempre uma pitada de ironia
para com a política cultural de nosso país.
Artista independente, não se importa em desfilar
suas idéias e o faz com a certeza de um artista
que toca sua obra com verdade e sabedoria.
Edigar Mão Branca, quem o conhece sabe, é realmente
independente. Nada que o prenda lhe faz bem,
o seu único compromisso é com a arte e o seu
público, e se não fosse assim ele não seria
Edigar Mão Branca, pois é a sua liberdade que
o permite captar a essência da terra para colocar
em suas composições.
Ser poeta, músico, compositor, intérprete, empresário
e corredor de boi, não exclui em nenhum momento
o pensamento social e político. Edigar Mão Branca
antes de qualquer coisa é um pensador, interessado
no bem estar do
povo e na divulgação e valorização da música
e do músico. Edigar Mão Branca se destaca não
só por sua obra musical e cultural mesmo porque
tendo uma obra desse tamanho não precisaria
de mais nada, no entanto ele se incomoda
com a situação, quer mudar, quer melhorar, emite
opinião e defende as boas causas lidando sempre
com a verdade.
"A questão do Brasil não é econômica, e sim
cultural".
"A nossa televisão, faz uma mistura cultural
danada na cabeça do povo. A gente vê baiano
tomando chimarrão, gaúcho comendo acarajé e
passa a achar normal. O poder da televisão faz
o brasileiro trocar água de coco por coca-cola"
"O povo, se tiver alguma parcela de culpa, vem
em terceiro lugar, depois da política e do mau
uso dos meios de comunicação. O povo só cultua
o que põem na cabeça dele de dia e de noite.
Não sou radical com o povo, porque sei que ele
às vezes finge que gosta do que vê, mas no íntimo
sabe o que é bom" Esse é o pensamento de Edigar
Mão Branca.
"O artista que não cria o alicerce de sua obra,
acaba como um prédio do Sérgio Naia".
"Dizer que o forró está fazendo sucesso não
é correto. Dizer também que o forró é um ritmo
simples é outro engano. Prova disso, é um percussionista
como Carlinhos Brown solicitar ajuda ao Ferretti,
quando o assunto é zabumba. Se o veículo de
comunicação fizer mais comentários favoráveis
ao bom forrozeiro e sua musicalidade, se houverem
mais jornalistas que saibam dizer o que é um
bacalhau de zabumba e um forró de oito baixos,
aí sim a mídia estaria ajudando a mudar o quadro
que atualmente se vê por aí. É um absurdo um
animador, num horário nobre da televisão, apresentar
qualquer tecladista como Rei do Forró"
Assim é Edigar Mão Branca um inquieto questionador
das posições impostas, rebelando-se contra tudo
que não é naturalmente legítimo. No seu caso
a poeira dos pés é que se transforma em canção.
Ser artista não é ficar olhando
e cantando, é viver e cantar, cantar o que vive,
viver o que canta.
Verdadeiro ídolo do forró nos sertões da Bahia,
Mão Branca é um daqueles cabras autênticos,
convictos e incorruptíveis que não estão dispostos
a desgrudar de suas raízes por nada. Está aí
para chutar o balde e disparar
sua metralhadora giratória onde quer que detecte
sinais de armação, oportunismo e deturpação.
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Edigar
Mão Branca é um dos maiores compositores brasileiros
e com certeza é o maior forrozeiro do Brasil
atualmente. Muitos já houve que marcaram época,
assinaram seu nome na história, agora é a vez
de Edigar Mão Branca escrever nesse livro uma
vida inteira, intensa, a serviço da música e
da inspiração. Ele não só faz a música como
luta por ela, igual a quando derruba boi que
na faixa. Aliás, para quem não sabe Edigar Mão
Branca é corredor de boi nas vaquejadas, muitas
vezes campeão.
Edigar Mão Branca, segue o caminho do forró
autêntico, já teve mestres e os tem até hoje:
Luís Gonzaga, Jacson do Pandeiro, Dominguinhos,
e outros, porém o mestre agora é ele mesmo.
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Edigar
Mão Branca tem a sua vivência própria
da musicalidade, ninguém é igual a ele e ele
não é igual a ninguém. Nosso cantador é único,
só ele consegue cantar a vida e a tradição cultural
do seu povo desse jeito autêntico e legitimo,
profundo e verdadeiro. Sua fama está crescendo
em todo país. Já participou de programas de
televisão como Som Brasil, Empório Brasileiro,
Programa do Ratinho, Encontro com os
Artistas, Arrumação da TVE de Minas Gerais com
Saulo Laranjeira, Som Brasil da Tv Globo com
Lima Duarte e outros regionais, mas o mais importante
na divulgação de Edigar Mão Branca não é a mídia
e sim a sua inspiração crescente.
A
cada ano novas músicas, novos sucessos, a sua
arte está cada vez maior, tem que alçar vôo,
conquistar o seu espaço, marcar presença definitiva
no cenário artístico do país.
Mão Branca traz consigo a sabedoria divina,
na forma de sentir a vida e na maneira de interpretá-la,
essa é a sua a ferramenta, saber ver, saber
viver a vida, é uma quitessência da percepção,
isso é a arte de Edigar Mão Branca.
A inspiração precisa ser trabalhada, exposta,
posta em prática e Edigar Mão Branca faz isso
todo dia, todas as semanas, todos os meses,
a vida toda.
Suas composições foram regravadas por vários
artistas, Amelinha, Biafra, Banda Domínio, Robério
e seus Teclados, França e Forrozão Karapebba,
Trio Jerimum, Camponês, Flávio José, Banda Metrópole,
Francis Lopes, Anchieta Dalí, Evandro Correia,
Ito Moreno, Rege de Anagé, Juá da Bahia, Musical
D'Lyra, Naelson e Naiara, Ladja Betânia, Inaldo
e Mariano, Carlos Pitta, Gury Diniz, Banda Massicas,
Pedro Carvalho, Irah Caldeira, Reginaldo Bello,
Onildo Barbosa, Adelmário Coelho e outros
As obras "Povo de Gado", "Gabiraba", "Noite
de Festa", "Quando Deus Quer é Assim", Nem Vem
Que Não Tem, foram incluídas no CD Forró da
Lua, um trabalho realizado pela rede Bahia em
parceria com a Perto da Selva, onde foi selecionado
o melhor do forró. A música Malandra do mais
novo trabalho foi escolhida para fazer parte
do CD Forró da BAND.
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Mão
Branca é do tipo que não sabe quantas músicas tem,
quantos discos já gravou, mas através de funcionários
da sua Editora Estradante fizemos um levantamento
em ordem cronológica.
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01.
Passagem para o Mundo (compact Disc)
02. Lambança (LP)
03. Da Terra Firme Um Canto Forte (LP)
04. Panavoeiro I (LP)
05. Panavoeiro II (LP)
06. Comendo Festa I (LP)
07. Comendo Festa II (LP)
08. Fé Lis (LP)
09. Fusaca (LP)
10. De São João a São Pedro (CD)
11. Fusaca (CD)
12. Meninos (CD)
13. Estradante I (lançado independente) (CD)
14. Estradante II (relançado pela Velas) (CD)
15. Imbruiada (lançado pela Velas) (CD)
16. Quando Deus Quer é Assim I (lançado independente)
(CD)
17. Quando Deus Quer é Assim II (relançado
pela Somzoom) (CD)
18. O Pirateiro é Gente Boa (CD)
19. Farejador de Festa (CD)
20. Coletânea 15 anos de Forró (CD)
21. Edigar Mão Branca canta Zezé Di Camargo
e Luciano (CD)
22. Forró de Cabra Macho
23. Tá Rolando Festa (lançado pela
Atração) (CD)
24. Deixa o Pau Quebrar (Independente) (CD)
25. O Forró Federal (Independente)
(CD)
26. Eu Sou Mesmo é Forrozeiro
27.
Briquiteiro Forrozeiro Trabalhando |
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É
importante relatar que suas canções, agradáveis
aos ouvidos, seduzem crianças, jovens, adultos
e idosos, atestando que Mão Branca é excelente
compositor e cantor e já possue uma grande legião
de admiradores pelo Brasil afora.
Conceituadas emissoras como a Rede Transamérica
de Rádio, a Rádio Nacional de Brasilia,a Rádio
Globo, a Rádio MEC (RJ), Progama de Mano Novo
e Mano Veio na BAND e inúmeras outras tocam,
com freqüência as canções do "Forrozeiro" que
são solicitadas com intensidade pelos ouvintes.
Sua primeira experiência com gravadora foi muito
válida. Na Velas, ele teve a oportunidade de
lançar seu disco "Imbruiada" e relançar o "Estradante".
Sua música faz eco à vida, ás dificuldades,
à luta, às alegrias e aos amores do povo do
sertão e possui um acentuado lado político.
Em ‘Imbruiada”, este lado aparece com força
na música “Recado ao Presidente”, de Edigar
e Anchieta Dali, em que o cantor critica a atitude
de FHC de enviar cestas básicas para tentar
resolver o problema da seca no sertão. E manda
um recado: “ Se o senhor tiver aí uma chuva
boa/ Ou um bom riacho que sirva pra irrigação/
Vá logo, mande já pelo correio/ Endereçado aqui
pra nossa região”
Outra canção de alto teor político é “O Meu
País” de Orlando Tejo, Livardo Alves e Gilvan
Chaves, uma música quase épica em que os autores
registram sua indignação com toda a sorte de
injustiças que maculam a imagem nacional,
como a fome, a miséria, o descaso com a saúde
e a educação, a impunidade, a corrupção e o
desmatamento. Uma verdadeira obra-prima do protesto.
Outra faixa de destaque em “Imbruiada” é “Bibia”,
de Louro Branco, na qual Edigar Mão Branca declama
à moda dos trovadores, e acompanhado somente
de uma viola, a história de um cabra que perdeu
sua companheira par outro homem. “No Deserto
do Meu Peito” toca fundo no lado sentimental.
Mas Mão Branca canta também a alegria em temas
como a vaquejada (“Rabo do Boi”), o reisado
(“Reisado a São José”) e o amor (“Benza Deus”).
Já “Estradante” é um disco mais festivo, mas
nem por isso menos sério, onde cabe a irreverência
de “Severina Cooper (It’s Not Mole Não)”, de
Accioly Neto, que ironiza o visual produzido
e a vida glamourosa dos roqueiros. E tem também
um punhado de forró de alto nível, como “Coisa
Gostosa”, “Lua, sol e Forró”, “Raparigando”,
“Festa de Argolinha“, “Gabiraba” e “Igaporã”.
A alegria no arraia está garantida com o forró
autêntico e de qualidade acima de qualquer suspeita
de Edigar Mão Branca. Mas o cantador abre espaço
também para o lado mais introspectivo na autobiografia
“Estradante”, onde desabafa expressando verdades
sobre a condição dos artistas do sertão no mundo
atual: “É duro seu Zé/ Eu tô que nem pinto no
ovo/ Cantando moda prum povo/ Que não desgruda
o zói da televisão”.
Com Edigar Mão Branca a verdadeira música do
sertão está preservada em sua integridade e
autenticidade.
Sobre esse lançamento o Jornal Diário do Nordeste,
de Fortaleza, escreveu o seguinte comentário:
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Edigar Mão Branca
compareceu no mercado fonográfico com dois lançamentos
da Gravadora Velas: “Estradante” e “Imbruiada”
distribuídos pela Universal Music. O primeiro
abre com o samba-reggae “Coisa Gostosa”, passa
pelos forrós propriamente ditos em “Povo de
Gado” e “Sem Ela”, a malícia velada de “Raparigando”
, chega as festas juninas em “Lua, Sol e Forró”,
“Festa de Argolinha”, e “Igaporã” e traz uma
versão forrozeira para “Severina Cooper” (It's
Not Mole Não) de Accioly Neto. Enquanto a faixa
título tem levada de toada sertaneja.
Já “Imbruiada” começa com o lamento de “No deserto
do meu peito”, passa pelo apocalíptico
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“Forró do Fim do Mundo” que tem versos que diz:
“Devoto das profecias eu sou/Disse o profeta/De
dois mil não passará/Tá todo mundo esperando
o resultado/E se na hora nada disso aqui mudar?”
e fecha com o “causo” “Mui Amigos”. Tem também
o forró-congado de “Reisado a São José” e a
crítica social em ritmo de São João aparece
em “O meu país” que mostra
versos contundentes como: “Um país que crianças
elimina /
Que não ouve o clamor dos esquecidos/Onde nunca
os humildes são ouvidos/E uma elite sem Deus
é quem domina/Que permite um estupro em cada
esquina”, resvalar no xote de “Recado ao Presidente”.
As músicas e letras de Edigar Mão Branca provam
que não é preciso se ater apenas às canções
de duplo sentido ou pífias versões
de sucessos internacionais para se fazer um
forró competente "Quando Deus Quer, É Assim",
é um disco que agrada a gregos e troianos. Lançado
independente em 2000 e relançado pela SOMZOOM
a nível nacional em 2001, contém quatorze obras,
algumas já conhecidas como "Rabo de Boi", "Sãojoãozando
Pela Bahia", "Raparigando", No Deserto do Meu
Peito e Gabiraba. Edigar Mão Branca é prolixo
na inspiração. Canções inéditas não poderiam
faltar. Toneladas de alegria é o que representam:
Noite de Festa", “Tô Ficando Velho", Nóis é
Jeca, Mais é Jóia" do compositor Juraildes da
Cruz e a paixão por estar sempre na estrada
"Apaixonado Por Rodeio".
Dono de uma louvável inspiração, ele canta "Quando
Deus Quer, é Assim", canção que empresta seu
título ao CD, a bela obra exterioriza a face
espiritualizada do artista, revelando um homem
contemplador do belo, admirador do divino
espetáculo da criação e consciente da sublimidade
do seu Criador.
“O Pirateiro É Gente Boa”, na boa companhia
de diversas canções já com lugar conquistado
no gosto popular, o artista traz à luz uma música,
no mínimo, ousada. De tão ousada, chegou a dar
título a próprio CD. Aqui, Edigar Mão Branca
fala o que muitos colegas seus sentem, mas não
se arriscam a dizer. Enquanto diversos deles
se revezam frente a câmeras e microfones fazendo
coro contra a chamada pirataria de CD’s, Edigar
coloca em pauta a participação das gravadoras
nos frutos do trabalho dos artífices da música,
alertando quanto a vampirização exercida por
algumas delas, tão ou mais maléfica que a ação
do ditos pirateiros. A segunda estrofe da canção
é endereçada às autoridades que se propõem a
combater tal pirataria, convidando-as a redirecionar
suas “armas” na busca do “verdadeiro culpado”,
aquele que, incólume, disponibiliza o instrumental
necessário à banalizada reprodução da obra fonográfica.
Edigar Mão Branca está sempre em atividade,
nunca deixa de gravar jóias da sua inspiração
privilegiada, matando assim a sede de todos
que apreciam um bom forró. Devoto incansável
da folia, nosso forrozeiro
maior lança em clima de muito forró o CD – “Farejador
de Festa”, em que ele assina 11 das 15 músicas
gravadas. O impressionante nesse autêntico cantador
é a coerência na escolha do seu repertório.
Ouvi-lo é certeza de que a boa música continua
falando alto na alma daqueles que sabem apreciá-la.
Canções como "Inchando o Beré", "Xote Fuleiro"
e "Cheiro de Sanfona" incendeiam o público.
Romantismo, num misto de amor e saudade, pode
ser conferido nas músicas: "Quem Não Chora Não
Ama", "Enganando a Saudade" e "Beija-flor".
"Nem Vem Que Não Tem" vai à contramão das músicas
de dor-de-cotovelo. Ao ironizar o amor à primeira
vista, ele canta: "Esse papo de morrer de amor
é coisa de revista". Em "Canção da Terra" Mão
Branca demonstra e confirma a sua veia poética
e sua preocupação em cuidar da terra (Nascemos
terra e, então,
o mundo é terra, a morte é terra. Se o mundo
é terra, então... salvar a terra!).
Nesta penúltima safra, vale também ressaltar
a visita a canções de destaque, não só do mundo
do forró, a exemplo de Paulo “Afonso” de Luís
Gonzaga e Zé Dantas, mas também, frutos de semeadores
de outras “terras” como a gravação
de “Tente Outra Vez”, música de forte conteúdo,
creditada a Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo
Mota. Com estilo próprio o forrozeiro da gente
comanda o autêntico forró brasileiro cantando:
"Estradar" de Anchieta Dally; "O
Tropeiro" de A. Pires e J. Ramos.
Uma adaptação primorosa é a música "Lavadeira"
que já caiu no gosto popular.
A origem caipira, as prosas e causos com vaqueiros
têm resultado em algumas composições, como "Valeu
Boi" mais uma homenagem do nosso forrozeiro
a essa gente de valor.
"Farejador de Festa" não é apenas um título
para o CD. Mão Branca é mesmo este incansável
artista que percorre estradas do nosso Brasil
fazendo da alegria sua bandeira de luta. "Falou
'é festa' eu sempre chego lá". "E ainda
bem que todo ano vai ter São João".
Éle é mais que Farejador de Festa é um Fabricador
de Folia.
“Edigar Canta Zezé Di Camargo e Luciano”, neste
CD, o forrozeiro viaja no território da dupla
sertaneja mais conhecida na atualidade, levando
na bagagem canções como “Meu País”, “Menino
Cantador”, “Pior é Te Perder” e diversos outros
sucessos. Esta investida de Mão Branca, buscando
em outras fontes águas igualmente cristalinas,
revela o seu olhar despido de preconceito e
consciente da verdade de que, seja no terreno
do Rock, do Forró, do Samba ou de qualquer outro
estilo musical, há sempre aqueles que cultivam
a boa semente e colhem frutos de qualidade.
“Coletânea 15 Anos de Forró”, Disco duplo com
nítida cara de comemoração, reunindo 42 canções
das tantas germinadas em 15 anos de saga gonzagueira,
sempre marcados pelo cumprimento dos compromissos
assumidos, pelo respeito ao público, pela dedicação
ao trabalho, pelo cultivo das muitas amizades
proporcionadas pelo seu cantar e pela incansável
busca em enriquecer o legado nordestino à cultura
brasileira.
Em 2004, Edigar Mão Branca, esse autêntico cantador
baiano, que vem se destacando no cenário musical
com o seu talento cantando, interpretando, compondo
e tocando, lançou a obra prima Forró de Cabra
Macho.
O transitar de Edigar Mão Branca pelas paisagens
do amor não é novidade em sua obra artística.
O CD “Forró de Cabra Macho”, no entanto, talvez
seja o seu disco de maior conteúdo sentimental.
Esta nota permeia canções como
“Paixão Junina”, “Malandra”, “Decá Um Cheiro”
grande parceria com o poeta Maciel Mello, “Sede
Dela”, até mesmo a alegre “Cachorro Sem Dono”
e principalmente “Carência e Paixão” e “Um Minuto
Sem Você Parece Um Ano”. Esta última demonstra
reunir todas as condições para capitanear a
face romântica do forrozeiro, uma miscigenação
de amor e saudade.
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O
Cd contém 15 composições do mais auto gabarito,
apenas duas não são composições próprias: “Foliando”
de Álisson Menezes e Despedida ao Povo Festeiro
de Daí Ferraz.
lançado pela Gravadora Atração, Edigar nos traz
um disco embalado de xote, baião, arrata-pé
e forró de vaquejada (“Cavalo Mankó”) e (“O
Couro Come”) uma das suas marcas.
Forró legítimo, sentimento puro da verdade de
um povo, curiosidade artística na faixa Bufa
de Anum, a raiz da sonoridade do Brasil confirmadas
no “Forró Peso Pesado” e “Baticum”.
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A irreverência teve o seu lugar assegurado em
“Nem Tudo Que Mia É Gato”, uma bem humorada
canção em que Mão Branca brinca com a excessiva
e estressante preocupação com a aparência física,
que lança muita gente numa desesperada corrida
às academias, que faz lotar clínicas de estética,
numa busca ansiosa pelo padrão de beleza ditado
pela tela da Tv e pelas páginas das revistas.
CD
cuja direção artística e arranjos levam a assinatura
do forrozeiro mescla sanfona, zabumba, triângulo
e agogô, que se somam ao baixo, teclados,
guitarra,
flauta e violão para reverenciar o nosso santo
festeiro. A sua popularidade no interior baiano
e em outros estados a cada ano o surpreende.”Apesar
de o meu disco ter saído tarde, estou com todos
os finais de semana, até julho, pautados, comemora”.
Edigar Mão Branca é isso aí, um rio de poesia,
uma cachoeira de inspiração, um exagero de criatividade.
Em todos os seus shows e discos, Mão branca
faz questão de incluir músicas do campo folclórico
e regional "Ciganinha" de Silveira e Barrinha,
"Meus Canarinhos" de Pedro Sertanejo e Zenilton,
"Reizado à São José" de Raimundo Monte Santo,
"Mocinhas da Cidade" de Nho Belarmino, "Zé Baio"
(adapt. de Edigar Mão Branca) e "Gabiraba",
que se tornou marca registrada do cantor.
Quem já assistiu um show de Mão Branca, percebe
o cuidado que tem em selecionar seu repertório
diversificado, onde o público é a estrela de
cada espetáculo. Suas músicas tomam força, ganhando
assim adeptos ao estilo contagiante que é o
forró.
"É preciso que todo artista, antes que suba
ao palco, ganhe consciência da finalidade de
sua vinda ao mundo", que a seu ver é elevar
as pessoas espiritualmente, conduzindo-as para
o lado bom da vida.
Mão Branca se orgulha muito das pessoas que
compôe seu grupo (Banda Foguete). Uma das formas
de selecionar seus músicos não é apenas pela
capacidade musical e sim a simplicidade, a consciência
de cada um para com o trabalho e a pontualidade
(para ele uma espécie de devoção).
Seu excelente e original trabalho, desde o inicio
reflete a pertinência em relatar a realidade
do povo do sertão, identidade única que ele
mostra com toda sutileza em suas palavras traduzidas
em cantos e encantos. Isto é uma soma de simplicidade,
autenticidade, talento e coragem na árdua caminhada
que os bons acabam sempre tendo que trilhar.
O Brasil canta e dança o forró de verdade. Edigar
Mão Branca no disco e no palco, é um
forró de respeito, um respeito ao forró.
Este é um pequeno retrato de Edigar Mão Branca,
um artista brotado no solo fértil da música
nordestina, regada ao adubo da seiva nobre dos
saudosos Luís Gonzaga, Jackson do Pandeiro,
de Jacinto silva o rei do sincopado e de muitas
outras árvores frutíferas nascidas neste rico
pedaço de Brasil.
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