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| Fotos
do passado. (Clique
na foto para ampliar!) |
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| Poeiras
nos pés transforma-se em canções. |
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As
memórias de Edigar Mão Branca formam o cimento
de sua obra. Das montanhas verdes do Lodo das Jegas,
que já trazem em si um ar mineiro, até suas andanças
pelo Brasil a dentro, tudo o que por ele foi visto e
sentido exaltam-lhe a alma e o levam à criação de sua
música.
A família grande, a tia Zita, a escola de onde fugia,
a descoberta do som e do violão criam o menino rebelde,
liberto de raízes, curioso e dono de um talento raro.
Do boi à vaquejada, da cachaça ao quentão, da farinha
ao pirão, Mão Branca é um baú, onde a vida e o ar dos
sertões se escondem para depois ressurgirem bem vivos
em sua poesia.
Nas feiras, o povo circulando, gritando seus temperos.
O circo, o teatro, as crianças, suas pipas e animais
feitos dos ossos das vacas. Cavalos galopam no vale
aberto, ao pé da serra.
À caça a capivaras, tatus, pacas, o bodoque alcança
o passarinho, a água corre rio abaixo. Onde será que
vai dar? Assentado na cidade, surgem novas influências.
Amigos que trouxeram o gás e as pedras firmes que construíram
seu alicerce. Com eles, parcerias e viagens, shows e
manifestos pungentes, políticos.
Grandes mestres, presentes e distantes, deram-lhe a
cama, lavaram-lhe o lençol. Elomar Figueira de Melo
o encaminhou pela cantoria; Luiz Gonzaga, Jackson do
Pandeiro, Dominguinhos e sua viagem sem volta pelo forró
universal. A televisão, musa mal amada, na qual ele
veria o sangue de um novo mundo, não fosse a ganância
de homens sem fé nos outros homens. O rádio, casa que
lhe ouvia falar aos quatro ventos e tocar as músicas
que compõem seu extenso painel de histórias, brilhantes
nas canções que fazem dele o forrozeiro que é atualmente.
Agora, abre-se o mundo para sua passagem. Esperança
de novas visões esboça futuro grandioso. Esse Edigar
daqui tão perto de nós prepara-se para ir bem longe
e vai, sem dúvida. Veremos que paisagens musicais estas
novas descobertas irão desenhar.
De uma coisa se tem certeza: vem por ai muito ritmo.
É só ficar ligado. |
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